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Custo do eSocial Doméstico 2026: quanto você paga

DOCUMENTOS PARA CADASTRO NO eSOCIAL DOMÉSTICO

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Homem sorridente segurando documento de imposto relacionado ao custo do eSocial para o empregador doméstico, em escritório organizado.

O custo do eSocial para o empregador doméstico equivale a 20% do salário bruto da trabalhadora, recolhidos mensalmente pela Guia DAE. Em 2026, com o salário mínimo de R$ 1.621,00, o encargo patronal mensal é de aproximadamente R$ 324,20.

O custo do eSocial Doméstico não está no uso do sistema, que é gratuito. O empregador paga os encargos trabalhistas e previdenciários reunidos todos os meses na guia DAE.

Para remunerações até o teto previdenciário, os encargos mensais do empregador correspondem a 20% da remuneração: 8% de INSS patronal, 0,8% de seguro contra acidentes, 8% de FGTS e 3,2% de indenização compensatória.

Com o salário mínimo nacional de 2026, de R$ 1.621,00, esses encargos somam R$ 324,20. A DAE, porém, fica maior porque também reúne valores descontados do salário da empregada, como o INSS.

Por isso, entender quanto custa o eSocial exige separar três números: o custo do empregador, o valor total da DAE e o salário líquido pago à empregada.

Pontos principais

  • O eSocial Doméstico é gratuito. Não há taxa para cadastrar a empregada, fechar a folha ou emitir a DAE.
  • Para remunerações dentro do teto previdenciário, o empregador recolhe 20% em encargos próprios.
  • Com salário de R$ 1.621,00, os encargos patronais somam R$ 324,20.
  • Nesse exemplo, a DAE estimada é de R$ 445,78, porque também inclui R$ 121,58 de INSS descontado da empregada.
  • O desembolso total do empregador no mês é de R$ 1.945,20, antes de outros custos como vale-transporte.
  • A DAE mensal vence no dia 20 do mês seguinte, com antecipação para o dia útil anterior quando necessário.
  • Para dezembro e para o 13º salário, são geradas duas DAEs separadas, ambas com vencimento em 20 de janeiro do ano seguinte.
Rotina integrada

Quer organizar o mês sem separar ponto, folha e DAE em controles diferentes?

No Hora do Lar, as informações da jornada alimentam os cálculos da folha, e os documentos do mês ficam concentrados no mesmo ambiente.

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O eSocial Doméstico cobra alguma taxa?

Não.

Usar o sistema oficial, cadastrar a empregada, fechar a folha e emitir a DAE não gera uma cobrança pelo eSocial. A página oficial do serviço no gov.br classifica a emissão da guia como gratuita para o cidadão.

Quando alguém procura pelo custo do eSocial Doméstico, portanto, normalmente está falando de três coisas diferentes:

eSocial Doméstico

O que é obrigatório e o que pode gerar custo

O sistema oficial do eSocial Doméstico é gratuito, mas os encargos recolhidos na DAE são obrigatórios, e serviços de gestão podem variar conforme o fornecedor.

O que é Obrigatório? Quanto custa
Uso do sistema eSocial Doméstico É o canal oficial para registrar o vínculo e gerar a DAE Gratuito
Encargos recolhidos na DAE Sim Encargos do empregador + valores retidos da empregada
Contador, plataforma ou serviço de gestão Não Depende do fornecedor

Nenhuma norma exige a contratação de uma plataforma ou contador para operar a rotina do eSocial. O empregador pode cumprir diretamente pelo sistema oficial as obrigações concentradas nele.

A diferença está no trabalho necessário para chegar até a guia correta: controlar a jornada, lançar ocorrências, calcular valores, conferir a folha, fechar a competência e acompanhar os vencimentos.

Para entender o funcionamento do sistema como um todo, veja também o guia do eSocial Doméstico em 2026.

Quais encargos entram na DAE e quem paga cada um?

A DAE reúne em um único documento os valores previstos no art. 34 da Lei Complementar nº 150/2015.

Parte desses valores representa custo do empregador. Outra parte é descontada da remuneração da empregada e apenas recolhida pelo empregador na guia.

Composição da DAE

Parcelas recolhidas no eSocial Doméstico

A tabela mostra quais parcelas compõem o recolhimento, o percentual aplicado e quem arca com cada valor.

Parcela Percentual Quem arca
INSS patronal 8% Empregador
Seguro contra acidentes do trabalho — GILRAT 0,8% Empregador
FGTS 8% Empregador
Indenização compensatória do FGTS 3,2% Empregador
INSS da empregada 7,5% a 14%, progressivo Empregada, descontado do salário
Imposto de renda retido na fonte Conforme as regras vigentes, quando devido Empregada, descontado do salário

Os 20% usados como referência para o custo patronal resultam da soma de 8% + 0,8% + 8% + 3,2%.

Há, porém, uma ressalva para remunerações acima do teto previdenciário: INSS patronal e GILRAT incidem sobre o salário de contribuição, enquanto FGTS e indenização compensatória seguem suas próprias bases de cálculo. Por isso, acima do teto do INSS, não basta aplicar 20% sobre todo o salário para chegar ao valor exato da DAE.

Em 2026, o Imposto de Renda também pode integrar a guia quando houver retenção. A legislação passou a prever redução que pode zerar o imposto mensal para rendimentos de até R$ 5.000,00 e redução decrescente acima desse valor, até R$ 7.350,00.

E os 3,2% da indenização compensatória?

Os 3,2% são depositados mensalmente em conta vinculada separada e formam uma reserva relacionada à indenização do FGTS na rescisão.

Na dispensa sem justa causa, a empregada pode sacar o valor correspondente. Em determinadas formas de encerramento do contrato — como pedido de demissão ou justa causa — a movimentação desses depósitos cabe ao empregador, conforme as regras da LC nº 150/2015.

No orçamento mensal, portanto, os 3,2% entram como custo, embora a destinação final dependa do motivo da rescisão.

O detalhamento de cada parcela está no guia sobre os tributos da guia DAE do eSocial.

Quanto custa o eSocial por mês? Exemplo com salário mínimo

Considere uma empregada doméstica com:

  • Salário bruto de R$ 1.621,00.
  • Jornada integral.
  • Mês sem horas extras.
  • Sem faltas.
  • Sem salário-família.
  • Sem outros eventos que alterem a remuneração.

O valor de R$ 1.621,00 é o salário mínimo nacional de 2026. Onde houver piso regional ou convenção coletiva com valor superior, deve ser observada a remuneração aplicável ao contrato.

Encargos sobre R$ 1.621,00

Simulação da DAE

Cálculo estimado da DAE sobre R$ 1.621,00

A tabela mostra o cálculo dos encargos do empregador, o desconto de INSS da empregada e o total estimado da guia.

Parcela Cálculo Valor
INSS patronal R$ 1.621,00 × 8% R$ 129,68
GILRAT R$ 1.621,00 × 0,8% R$ 12,97
FGTS R$ 1.621,00 × 8% R$ 129,68
Indenização compensatória R$ 1.621,00 × 3,2% R$ 51,87
Encargos do empregador 20% R$ 324,20
INSS da empregada R$ 1.621,00 × 7,5% R$ 121,58
Total estimado da DAE — R$ 445,78

Cada parcela é arredondada ao centavo. O valor oficial é sempre aquele apurado pelo próprio eSocial após o fechamento da folha e pode variar alguns centavos em razão dos critérios de cálculo e arredondamento.

Por que a DAE vem maior que 20% do salário?

Porque a DAE não reúne apenas os encargos pagos pelo empregador.

No exemplo acima, os R$ 121,58 de INSS da empregada também aparecem na guia. Esse dinheiro, porém, não representa um encargo adicional seu: ele é descontado do salário dela e recolhido ao INSS por meio da DAE.

A conta fica assim:

Desembolso mensal

Quanto sai do caixa do empregador

A simulação separa o valor pago diretamente à empregada e o valor recolhido na DAE.

Destino Valor
Salário líquido antes de outros descontos R$ 1.499,42
DAE R$ 445,78
Desembolso total do empregador R$ 1.945,20

Nesse exemplo, o desembolso equivale ao salário bruto de R$ 1.621,00 + R$ 324,20 de encargos próprios.

É aqui que muitos empregadores erram.

Se você soma toda a DAE ao salário bruto, contabiliza o INSS da empregada duas vezes e superestima o custo. Se paga o salário bruto integral sem descontar o INSS e depois paga a DAE completa, acaba assumindo uma contribuição que deveria ter sido descontada da empregada.

Confira quanto realmente deve ser pago à empregada

Salário bruto e salário líquido não são a mesma coisa. Antes de fazer o pagamento do mês, confira os descontos que incidem sobre a remuneração.

Use a calculadora de salário para estimar quanto sua empregada deve receber depois dos descontos de INSS, Imposto de Renda e vale-transporte.

Calcule o salário líquido da doméstica

Simule o valor líquido com descontos e adicionais antes de fechar o mês, com mais clareza para organizar o pagamento.

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Dados essenciais
R$
! Atenção ao salário mínimo nacional O valor informado está abaixo de R$ 1.621,00. Verifique o piso nacional, eventual piso regional e a convenção coletiva antes de fechar o pagamento.
Ajustes do cálculo
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%
🔒 Seus dados ficam no navegador durante este cálculo.
Prévia do salário líquido estimado R$ 0,00
Salário bruto considerado R$ 0,00
Adicional por acúmulo R$ 0,00
Desconto INSS R$ 0,00
Desconto IRRF R$ 0,00
Desconto vale-transporte R$ 0,00
Salário-família estimado R$ 0,00

Resultado estimativo. O valor final pode variar conforme contrato, jornada, descontos autorizados, dependentes de IRRF, piso regional, convenção coletiva e lançamentos no eSocial.

Gestão mensal

O valor da folha muda? A DAE muda junto.

No Hora do Lar, ponto, ocorrências e cálculos da folha ficam conectados para reduzir a necessidade de refazer contas manualmente antes do fechamento.

Veja como funciona a gestão mensal no Hora do Lar

Outros exemplos de salário

Os valores abaixo consideram remunerações inferiores ao teto previdenciário e situações sem IRRF.

Simulação por salário

DAE estimada e desembolso do empregador por remuneração bruta

A tabela compara encargos do empregador, INSS descontado da empregada, valor estimado da DAE e desembolso mensal para diferentes remunerações.

Remuneração bruta Encargos do empregador INSS da empregada DAE estimada Desembolso do empregador
R$ 1.621,00 R$ 324,20 R$ 121,58 R$ 445,78 R$ 1.945,20
R$ 2.000,00 R$ 400,00 R$ 155,69 R$ 555,69 R$ 2.400,00
R$ 3.000,00 R$ 600,00 R$ 248,60 R$ 848,60 R$ 3.600,00

Em 2026, o INSS da empregada é calculado de forma progressiva:

  • 7,5% até R$ 1.621,00.
  • 9% de R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84.
  • 12% de R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27.
  • 14% de R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55.

Cada percentual incide apenas sobre a parcela da remuneração situada naquela faixa.

É por isso que uma empregada que recebe R$ 3.000,00 não paga 12% sobre os R$ 3.000,00 inteiros.

O que faz a DAE mudar de um mês para outro?

A DAE é calculada a partir da remuneração informada na folha daquela competência.

Por isso, mesmo que o salário contratual não mude, a guia pode variar de um mês para outro.

Entre os eventos que podem alterar a remuneração e, consequentemente, a DAE estão:

  • Horas extras.
  • Adicional noturno.
  • Faltas e atrasos descontados.
  • Reajustes salariais.
  • Férias.
  • 13º salário.
  • Outras verbas que integrem a base de cálculo.

É por isso que o eSocial gera os valores depois que a folha é fechada.

E o salário-família?

O salário-família pode reduzir o valor efetivamente recolhido na DAE sem representar redução do gasto total do empregador.

Quando devido, o benefício é pago à empregada pelo empregador e compensado posteriormente no recolhimento previdenciário, conforme as regras do eSocial.

Simule o custo da DAE do mês

Se houve horas extras, adicional noturno ou outra verba que aumentou a remuneração, use o simulador abaixo:

Simulador gratuito

Quanto vai custar a guia DAE deste mês?

Saiba em segundos quanto pagar, quanto descontar do salário dela e até quando. Com as regras de 2026.

Salário + horas extras e adicionais do mês.

Calcular salário líquido →
  • 💡 Importante: para remunerações que possam gerar IRRF, o resultado do simulador deve ser tratado como estimativa dos encargos previdenciários e do FGTS. O valor definitivo da DAE é o apurado pelo eSocial após o fechamento da folha.

Na prática, portanto, o valor da guia depende da informação que chega até a folha.

O registro da jornada do empregado doméstico é obrigatório por meio manual, mecânico ou eletrônico idôneo, mas o eSocial não funciona como sistema de controle de ponto.

E no ano? 13º e férias também aumentam o custo

O custo mensal não conta toda a história de um contrato doméstico.

Além dos salários dos 12 meses, o empregador precisa considerar o 13º salário e o terço constitucional de férias, além dos respectivos encargos.

Com uma empregada que recebe R$ 1.621,00 e permanece durante todo o ano, sem outros adicionais, o custo médio do contrato fica em torno de R$ 2.161,33 por mês quando essas obrigações anuais são provisionadas.

Isso equivale aproximadamente a 1,33 vez o salário mensal.

Um detalhe importante: as férias não representam um segundo salário integral naquele mês. Durante o período de descanso, a remuneração das férias substitui o salário correspondente; o custo adicional relevante é o terço constitucional, além dos efeitos sobre os encargos.

Para incluir vale-transporte, horas extras, férias, 13º e demais despesas na projeção, veja o guia sobre quanto custa uma empregada doméstica com carteira assinada em 2026.

Ponto, folha e DAE

Horas extras fazem a DAE variar quase todo mês?

No Hora do Lar, o ponto pode ser registrado por biometria facial, QR Code no aplicativo ou manualmente. Os ajustes passam pela aprovação do empregador antes de alimentar os cálculos da folha.

Veja como transformar o ponto do mês em folha e DAE

Quando cada custo do eSocial vence?

Além de saber quanto custa o eSocial Doméstico, é importante separar os vencimentos. Salário, DAE, férias e 13º não seguem a mesma data.

Principais prazos

Prazos do empregador

Principais obrigações mensais e anuais no emprego doméstico

A tabela organiza os prazos de salário, DAE, férias e 13º salário para evitar atrasos no fechamento da rotina doméstica.

Obrigação Prazo Como aparece
Salário mensal Até o 7º dia do mês seguinte à competência Pago diretamente à empregada
DAE mensal Até o dia 20 do mês seguinte, com antecipação quando o dia 20 não for útil DAE da competência
Férias + 1/3 Pagamento antes do início do descanso, conforme a legislação aplicável Encargos entram na folha correspondente
1ª parcela do 13º Entre fevereiro e 30 de novembro FGTS recolhido na competência do pagamento
2ª parcela do 13º Até 20 de dezembro Previdência apurada na competência do 13º
DAE de dezembro + DAE do 13º Até 20 de janeiro do ano seguinte Duas guias separadas

As regras da competência do 13º costumam gerar dúvida porque os encargos não são todos recolhidos no mesmo momento.

O FGTS acompanha a competência em que cada parcela é paga. A contribuição previdenciária sobre o 13º é apurada na competência específica de Décimo Terceiro. O IRRF, quando houver, segue a sistemática determinada pelo eSocial.

Por que algumas páginas ainda falam no dia 7 para a DAE?

Porque a legislação e os prazos mudaram.

O salário continua tendo seu próprio prazo de pagamento, enquanto o recolhimento mensal realizado por meio da DAE passou a vencer no dia 20 do mês subsequente, regra adotada pelo eSocial desde a competência março de 2024.

Na prática, confira sempre a data de vencimento impressa na guia.

O passo a passo está no conteúdo sobre como emitir a guia DAE do eSocial Doméstico.

Prazos e vencimentos

Salário, DAE, férias e duas parcelas de 13º têm prazos diferentes.

O Hora do Lar envia alertas por e-mail e push e reúne folha, recibos e guias no mesmo fluxo de gestão.

Veja como organizar os vencimentos no Hora do Lar

O que costuma dar errado no custo do eSocial?

Grande parte dos erros não está na alíquota em si, mas nas informações que chegam à folha.

Erros comuns

Principais erros no cálculo da DAE e como prevenir

A tabela mostra falhas frequentes no fechamento da folha, por que elas acontecem, possíveis consequências e formas de prevenção.

Erro Por que acontece Consequência possível Como prevenir
Emitir a DAE sem considerar horas extras A folha é fechada antes de todos os eventos do mês Recolhimentos menores que os devidos Fechar o ponto antes de fechar a folha
Somar toda a DAE ao salário bruto O INSS da empregada é tratado como encargo patronal Custo mensal superestimado Separar desconto da empregada e encargos do empregador
Pagar salário bruto e também recolher todo o INSS da guia O desconto da empregada não é aplicado na folha Empregador assume um valor que deveria ser retido Conferir o salário líquido antes do pagamento
Esquecer a DAE do 13º Só a folha mensal de dezembro é lembrada Contribuição do 13º em atraso Conferir as duas competências
Não registrar reajuste no eSocial O cadastro permanece com salário anterior Folha e recolhimentos podem ficar desatualizados Atualizar a remuneração com a vigência correta
Ignorar piso regional ou convenção coletiva Considera-se apenas o mínimo nacional Salário abaixo do aplicável ao contrato Conferir piso estadual e norma coletiva

⚠️ Sinal de alerta: DAE paga depois do vencimento

  • Situação: a guia não é paga até o vencimento indicado pelo eSocial.
  • Por que exige atenção: recolhimentos em atraso ficam sujeitos aos acréscimos previstos para cada parcela, além de manter obrigações do contrato pendentes.
  • Consequência possível: necessidade de emitir uma nova guia atualizada e pagar valor superior ao original.
  • Como prevenir: feche a folha depois de conferir todos os eventos do mês e programe o pagamento antes do vencimento.

Se a guia já venceu, veja como regularizar a guia do eSocial Doméstico em atraso.

Fazer sozinho no eSocial ou usar uma plataforma?

O empregador pode cumprir diretamente pelo eSocial as obrigações concentradas no sistema sem pagar pelo uso do portal.

A diferença aparece na rotina necessária para chegar até a folha correta.

Sem uma plataforma de gestão, o empregador precisa controlar a jornada por outro meio, registrar os eventos do mês, conferir os cálculos, acompanhar férias e afastamentos, fechar a folha e gerar as guias.

Uma plataforma não substitui a responsabilidade do empregador nem torna o eSocial dispensável. Ela automatiza parte desse processo.

Comparativo de gestão

eSocial Doméstico direto x Hora do Lar

O comparativo mostra a diferença entre usar apenas o sistema oficial do eSocial Doméstico e centralizar a rotina em uma plataforma de gestão.

Critério eSocial Doméstico direto Hora do Lar
Custo do sistema Gratuito Plano contratado
Registro de ponto Feito fora do eSocial pelo meio escolhido pelo empregador Biometria facial, QR Code no aplicativo ou registro manual
Ajustes no ponto Controle pelo empregador Ajustes passam pela aprovação do empregador
Salário e adicionais Informações lançadas e conferidas pelo empregador Cálculos automatizados a partir das informações registradas
Férias Lançadas no eSocial Gestão da rotina de férias pela plataforma
Rescisão Informações lançadas no eSocial Cálculo e apoio à rotina de rescisão
Guias e documentos DAE emitida no eSocial; demais documentos dependem da organização do empregador DAE, recibos, contratos e aditivos concentrados na plataforma
Guias atrasadas e períodos retroativos Regularização realizada pelo próprio eSocial Recursos para emissão e regularização retroativa
Responsabilidade pelas informações Empregador Continua sendo do empregador

Conclusão: afinal, qual é o custo do eSocial Doméstico?

O eSocial Doméstico não cobra pelo uso do sistema.

O custo mensal está nos encargos incidentes sobre a remuneração e recolhidos por meio da DAE. Para salários dentro do teto previdenciário, a referência é de 20% de encargos próprios do empregador, além do INSS e, quando devido, do Imposto de Renda descontados da empregada e repassados pela mesma guia.

Com remuneração de R$ 1.621,00, por exemplo, os encargos patronais ficam em R$ 324,20 e a DAE estimada chega a R$ 445,78 com o INSS da empregada.

Mas acertar o valor da guia depende de algo anterior ao pagamento: a folha precisa refletir corretamente o que aconteceu naquele mês.

Horas extras, faltas, adicionais, férias, reajustes e outros eventos podem mudar a remuneração e, consequentemente, a DAE.

Se hoje esse fechamento depende de consultar ponto, planilha, calendário e eSocial separadamente, existe espaço para simplificar a rotina.

Gestão completa

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Perguntas frequentes sobre o custo do eSocial Doméstico

Quanto custa o eSocial Doméstico por mês?

O sistema eSocial Doméstico é gratuito. O custo para o empregador está nos encargos trabalhistas e previdenciários recolhidos pela DAE. Para remunerações até o teto previdenciário, a referência mensal é de 20% da remuneração em encargos próprios, além dos valores descontados da empregada que também são recolhidos pela guia.

Qual é o valor da DAE para uma empregada que recebe salário mínimo em 2026?

Considerando remuneração de R$ 1.621,00 e uma folha comum, sem outros eventos, os encargos do empregador somam R$ 324,20. Com o INSS de R$ 121,58 descontado da empregada, a DAE estimada fica em R$ 445,78.

Na rescisão sai outra DAE?

Quando o desligamento permite saque do FGTS, o eSocial pode gerar uma DAE rescisória específica com os valores de FGTS. Os demais tributos seguem a sistemática prevista para a folha correspondente.
Veja o passo a passo em como fazer a rescisão no eSocial Doméstico.

Dá para emitir a guia DAE pelo celular?

Sim. O aplicativo eSocial Doméstico oferece funcionalidades para trabalhar com a folha e emitir documentos, incluindo a DAE.

O vale-transporte entra na DAE?

Não. O vale-transporte não integra a remuneração para fins previdenciários e de FGTS nas condições previstas em lei.
O empregador pode descontar da empregada até o limite legal aplicável ao salário básico e arca com a diferença necessária para custear o benefício.

O eSocial calcula os encargos sozinho?

Sim. Depois do fechamento da folha, o eSocial calcula os valores e gera a DAE.Isso não significa, porém, que ele descubra automaticamente um evento que não foi informado.
Se uma hora extra, falta, adicional ou reajuste não chegar corretamente à folha, o cálculo será feito a partir de uma base incompleta.

Referências externas

[1] Planalto. Lei Complementar nº 150/2015.

[2] Planalto. Lei nº 8.212/1991.

[3] Planalto. Lei nº 14.438/2022.

[4] Planalto. Lei nº 7.418/1985.

[5] eSocial. Documento de Arrecadação do eSocial (DAE).

[6] eSocial. Mudança na data de vencimento do DAE.

[7] eSocial. Perguntas Frequentes do Empregador Doméstico.

[8] eSocial. Novo salário mínimo 2026.

[9] Gov.br. Emitir DAE para pagamento do empregador doméstico.

[10] INSS. Tabela de contribuição mensal.

[11] Receita Federal. Tributação de 2026.

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