O processo de contratação de babá deve ser cauteloso, o empregador deve atentar-se ao comportamento, experiências e referências da candidata. Observar estes detalhes é fundamental, pois a escolha da candidata certa significa maior cuidado com o seu filho.Apesar de muitos empregadores saberem os procedimentos para a seleção da babá, algumas dúvidas tendem a surgir neste processo.Pensando nisso, preparamos algumas dicas que vão ajudar o empregador encontrar a candidata certa e fazer a melhor contratação possível.contratação de babá

Defina o perfil da profissional

Comece pensando nas suas necessidades. A babá vai precisar dormir? Haverá outras atribuições além de cuidar das crianças (limpar quarto, cuidar das roupas, fazer compras, etc.)? Precisa ter alguma habilidade específica, como dirigir, por exemplo? Precisará de mais de uma profissional?

Faça uma lista por escrito. É importante que isso fique claro também para as candidatas quando for fazer as entrevistas, afinal está é melhor forma para evitar riscos ou gerar mal-entendidos.

Onde encontrar uma babá?

Por indicação é sempre mais seguro. Boas referências de um amigo ou familiar são a melhor escolha. Porém, se você não puder contar com essa opção, procure uma agência idônea, pesquise sobre a empresa no site do Procon.

Mesmo que a agência garanta a procedência da candidata, cheque você mesmo se as informações são verídicas: verifique antecedentes criminais e ligue para seus antigos empregadores.

Para candidatas nascidas em São Paulo, Bahia ou Espírito Santo, os antecedentes podem ser checados usando o RG nos sites do governo de cada Estado.

Como entrevistar?

A entrevista pessoal revela muito sobre o candidato.Portanto, repare na postura, na expressão corporal, o modo como fala. Pergunte sobre a família da candidata, é importante conhecer sua história pessoal.

Sobretudo você deve sentir empatia por uma pessoa que irá conviver com você e sua família. Pergunte dos empregos anteriores e porque saiu deles, peça referências.

Check-list

Para ajudá-lo no processo de entrevista, selecionamos algumas perguntas que consideramos importantes serem feitas, por exemplo:

  • Onde você mora e com quem?
  • Você tem filhos?
  • Você estudou? Qual seu grau de instrução?
  • Você gosta de crianças? Por que motivo escolheu esta profissão?
  • Quais funções você já exerceu em sua carreira?
  • Você já fez algum curso de babá? Gostaria de fazer?
  • Já fez algum curso ou tem noções de primeiros socorros?
  • Você prefere conviver e trabalhar com bebês ou crianças maiores?
  • Qual era a idade das crianças nas casas em que trabalhou?
  • Por que você saiu dos antigos empregos?
  • Como era seu relacionamento com os antigos patrões?
  • Ainda tem contato com as crianças de quem cuidou?
  • Você está de acordo em seguir as regras, as rotinas e os limites da minha casa?
  • Qual sua pretensão salarial? (Ou então ofereça o valor que considere justo. Explique que será registrada, a informe sobre férias, folgas, viagens, benefícios etc.)
  • Você está de acordo com a lista de atividades proposta? (Depois de expor qual é a rotina da casa e do bebê e o que você espera dela)
  • Como você lidaria com situações cotidianas, como se o meu filho não quiser comer ou tomar banho?
  • Como você agiria em uma situação de engasgo ou no caso de a criança se machucar?
  • Qual sua disponibilidade para eventuais emergências ou viagens em um fim de semana?

Cheque se as referências são verdadeiras

Pessoas de má índole costumam fornecer referências falsas. Pegue não só o telefone dos antigos empregos, mas também os endereços. Confira no site da empresa de telefonia se as informações batem. Evite obter referências apenas por celular.

Para conferir se a referência é verdadeira, apresente algumas situações falsas ao antigo empregador e perceba a reação. Por exemplo, se a candidata disser que a ex-empregadora era dentista, você pode perguntar: “A senhora é arquiteta, certo?”. Se a ex-empregadora corrigir, é um sinal de que essa referência deve ser verdadeira.

Requisitos básicos

Outros pontos que podem te auxiliar na avaliação:

  • Apresentação pessoal (para ter cuidado com os outros, a pessoa deve estar bem consigo);
  • Higiene (impecável);
  • Vocabulário (falar corretamente, sem muitos erros);
  • Repertório (histórias, músicas e brincadeiras que apresenta à criança);
  • Bom relacionamento e cordialidade com sua família e amigos;
  • Paciência (saber insistir e argumentar é importante para lidar com crianças);
  • Gostar de crianças (não deve ser amável só com seu filho, observe o comportamento com outras crianças);
  • Pontualidade e responsabilidade;

Como avaliar?

Você já checou antecedentes, entrevistou, conferiu referências, conversou com antigos empregadores, sentiu empatia. O processo de avaliação continua durante os primeiros meses de trabalho.

Se a criança tiver mais de dois anos, é relativamente fácil perceber se o comportamento dela muda após a chegada da babá.

Reações de nervosismo, hostilidade, irritabilidade, birra são sinais de alerta! Se o problema persistir, tente acompanhar o trabalho dela por pelo menos um dia ou chegue em casa em horários diferentes, para flagrar eventuais problemas.

Alguns psicólogos dizem que se a profissional é boa, o mais comum é que a criança vá demonstrando cada vez mais afeto por ela. Por mais que os pais possam sentir ciúmes, o bom é quando a criança não desgruda da babá: gosta de brincar, dorme no colo, pergunta por ela.

Também vale perguntar a opinião de familiares, amigos, vizinhos e outros funcionários sobre a nova babá.

Depois faça uma avaliação pesando todos os prós e contras. É ruim para a criança ficar sob os cuidados de uma má profissional, porém a troca constante de babás também não é boa.

A idade da babá

Babás mais velhas ganham na experiência. Geralmente são mães e avós. Também contam com mais tempo de vida profissional, por isso podem ter mais responsabilidade e maturidade para lidar com problemas.

As mais jovens podem não ter tanta experiência, mas geralmente têm mais disposição para acompanhar crianças acima dos dois anos, que são muito ativas e exigem bastante energia física.

Essas não são regras absolutas, mas podem ser um critério a ajudar durante a busca pela melhor profissional.

Promover a empregada doméstica a babá

Se é uma pessoa de confiança, que presta serviços para a família há bastante tempo e que tenha esse desejo, pode ser uma boa opção.

Há uma boa diversidade de instituições que fornecem cursos de capacitação de babás e a profissional pode ser treinada para desempenhar a nova função.

Nesses casos, é importante que o contrato de trabalho seja revisado para que as novas atribuições estejam especificadas por escrito e assinada por ambos. A carteira de trabalho também deverá ser atualizada com o novo registro de babá.

O que as babás precisam saber

  • A prioridade da casa é cuidar da criança;
  • A higiene pessoal e roupas têm de estar impecáveis;
  • Utensílios do bebê devem ser higienizados de maneira especial (tudo o que se usa para alimentá-lo deve ser esterilizado, brinquedos devem ser limpos com álcool 70 ºGL diariamente);
  • Bebês precisam ser constantemente vigiados e não podem ficar sozinhos (a menos que estejam no berço e com a babá eletrônica ligada);
  • Estar ciente sobre os princípios de educação da residência em que está trabalhando. O que pode e o que não pode na relação com a criança, como dizer um não, como impor limites;
  • Avisar com antecedência sempre que for se atrasar ou quando precisar faltar. A falta da babá, reflete na falta da mãe ou do pai no trabalho. Toda e qualquer relação trabalhista deve ser baseada em respeito e repensabilidade;
  • Reportar absolutamente TUDO que acontecer à mãe: qualquer queda (por menor que seja), birra, falta de apetite, quantas fraldas foram trocadas, visitas de parentes, quem veio, quem pegou no colo, etc

Pontos que o empregador deve ficar atento

1 – todas as atribuições de função devem ser esclarecidas antes da contratação da babá e especificadas por escrito no contrato de trabalho;

2 – mesmo para a babá que dorme é obrigatório o controle de horário. Caso seja acionada durante a noite, ela deve abrir o ponto e fechá-lo quando terminar, o sistema calculará todas as horas automaticamente.

3 – estipular um salário base médio e pagar as horas extras dessa forma é correto e pode ser mais vantajoso do que um salário  base alto para que ela fique 24 horas a sua disposição, o que é condenado por lei;

4 – se o combinado é a babá fazer as refeições em sua residência, certifique-se de que tenha comida para ela. Não é necessário deixar um banquete, mas é importante que em sua dispensa haja o básico para que ela se alimente de maneira adequada;

5 – férias devem ser acordadas com antecedência, com emissão de acordo e assinatura. Programar viagens de última hora e dar “férias” para a babá sem consultá-la está fora de questão;

6 – Utilização do sistema de banco de horas ou de compensação de horas devem ser registrados por meio de um acordo por escrito e assinado por ambos.

Com estas dicas em mente fica bem mais fácil fazer o processo de seleção e contratação de babá e encontrar a melhor candidata que cuide com carinho e respeito do seu bem mais precioso.

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